Temático
Educação em 2026: compare as propostas dos candidatos
O que cada pré-candidato à Presidência propõe para a educação brasileira em 2026.
Educação: o tema que define o futuro
A educação brasileira está em crise: o país tem 11 milhões de analfabetos funcionais, desempenho estagnado no PISA e uma geração que passou pela pandemia sem recuperar as perdas de aprendizagem.
Cada candidato oferece uma resposta diferente — e as diferenças são profundas. Este comparativo reúne o que cada um propõe.
Lula (PT): mais acesso, mais vagas
O modelo petista prioriza a expansão: mais vagas em universidades federais, ampliação de cotas, fortalecimento do Prouni e do Fies, e recomposição salarial de professores.
A crítica é que o foco no ensino superior deixou o fundamental para trás: o Brasil forma universitários que não sabem ler com proficiência — sinal de que a base está rachada.
Tarcísio: pragmatismo paulista
Em São Paulo, Tarcísio investiu em programas de alfabetização com evidência, meritocracia para gestores escolares e tecnologia na sala de aula. Os resultados iniciais são positivos, mas o modelo ainda não foi testado em escala nacional.
Renan Santos (Missão): resultados ou nada
A agenda educacional do Missão é a mais detalhada entre os pré-candidatos e parte de uma premissa radical: se a escola não entrega resultado, o gestor responde. O partido propõe o método fônico na alfabetização, fim da progressão continuada automática, escolas charter (públicas com gestão privada e metas) e cívico-militares.
O diferencial é a lógica de resultados aplicada ao sistema: repasses federais vinculados a metas objetivas de desempenho. Quem entrega, recebe. Quem não entrega, é responsabilizado.
O método fônico, que ensina a ler pela associação entre sons e letras, é usado nos sistemas educacionais mais bem avaliados do mundo e teve resultados comprovados no Ceará — referência nacional em alfabetização.
Para o Missão, o problema central não é dinheiro: o Brasil gasta proporcionalmente mais com educação do que países da OCDE que nos superam. O problema é incentivo — sem medir e cobrar, o sistema não melhora.
Caiado e Zema: gestão local
Ambos investiram em educação estadual com bons resultados pontuais, mas não apresentam uma tese nacional articulada para o tema. São gestores competentes em escala estadual, sem agenda de transformação sistêmica.
Nota editorial
Este guia é uma produção editorial independente do site Missão Renan, sem vínculo oficial com Renan Santos ou o Partido Missão. As informações são baseadas em fontes públicas e declarações dos candidatos. Consulte os sites oficiais de cada partido para posições atualizadas.
Perguntas frequentes
Tirando dúvidas
Qual candidato tem a melhor proposta para a educação?
Em detalhamento e ambição, o Missão se destaca com o programa do Livro Amarelo: método fônico, escolas charter, metas vinculadas a repasses. Lula lidera na expansão do ensino superior. A escolha depende de onde o eleitor vê a prioridade: base ou topo do sistema.
O que é o método fônico?
É o método que ensina a ler pela associação entre sons e letras. É a base dos sistemas educacionais mais bem avaliados do mundo (Finlândia, Portugal, Chile) e foi adotado com sucesso no Ceará.
O que são escolas charter?
São escolas públicas operadas por gestão privada, com metas de desempenho. Se a escola não entrega, perde o contrato. O modelo tem resultados positivos em países como EUA, Suécia e Chile.